segunda-feira, 9 de novembro de 2015

TRAGADAS FATAIS


Welson Gasparini
Volta e meia eu faço questão de focalizar em artigos ou pronunciamentos na ALESP o meu inconformismo diante do uso do cigarro devido suas consequências funestas para a saúde e a vida humanas.
O tabagismo - vale lembrar - é responsável por cerca de 50 doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares, tais como a hipertensão, o infarto, a angina e o derrame. É responsável também por muitos tipos de cânceres: do pulmão, da boca, da laringe, do esôfago, do estômago, de pâncreas, de rim e de bexiga, além de morte pelas doenças respiratórias obstrutivas, como a bronquite.
Quem mostra a gravidade dessa questão é um amplo estudo – realizado por pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália -  com mais de 200 mil pessoas confirmando: dois a cada três fumantes, caso continuem fumando, morrerão de doenças relacionadas ao cigarro; esse estudo é a primeira evidência científica independente com uma amostra populacional tão grande a fornecer evidências quanto à taxa de mortalidade ligada ao tabagismo.
O estudo mostrou, ainda, que os fumantes têm o risco três vezes maior de morte prematura e morrerão, em média, cerca de 10 anos antes dos não fumantes.
Eu chamaria a atenção do leitor deste artigo, eventual fumante, para um fato concreto: eu não estou inventando esses dados; eles resultam de um estudo criterioso e abrangente realizado por pesquisadores da conceituada Universidade Nacional da Austrália.
Quando esse leitor estiver fumando deve pensar nisto: a possibilidade de morrer 10 anos antes daqueles que não fumam ou morrer, ainda, muito antes em função de um dos muitos tipos de cânceres provocados pelo cigarro.
 Segundo os autores do estudo, até recentemente estimava-se que metade dos fumantes morreria por causa do cigarro; um estudo posterior, feito com voluntários pela Sociedade Americana de Câncer, já indicava:   a morte pelo cigarro poderia atingir 67% dos fumantes.
A Organização Mundial de Saúde afirma:  o cigarro deve ser considerado uma pandemia, ou seja, uma epidemia generalizada e, como tal, precisa ser combatido. Esses estudos mostram que os fumantes, comparados aos não fumantes, apresentam um risco dez vezes maior de adoecerem de câncer de pulmão, cinco vezes maior de sofrerem infarto, cinco vezes maior de sofrerem de bronquite crônica e enfisema pulmonar e duas vezes maior de sofrerem derrame cerebral.
Gostaria de lembrar ainda, como fato positivo: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa aprovou algo que valerá a partir do próximo mês de janeiro: uma advertência estampada nos maços dos cigarros dizendo: “Este produto causa câncer. Pare de fumar”. Abaixo haverá o símbolo do Disque Saúde, serviço trazendo orientação para quem quer combater a dependência do cigarro. Tais dizeres estarão escritos em branco sobre um fundo preto e deverá ocupar 30% da face frontal da embalagem do cigarro.
Sei que não é fácil parar de fumar. Quem já tem esse vício sabe de muitas coisas que estou repetindo agora, mas, infelizmente, não consegue largá-lo. Se perdemos e continuamos perdendo vidas devido esse vicio é importante orientarmos – nas escolas e nos lares - os jovens a evitá-lo da mesma forma como devem evitar a cocaína, a maconha e outros tipos de drogas lícitas ou ilícitas.
O prazer de tragar o cigarro deve, portanto, ser combatido sem tréguas, porque, comprovadamente, é fatal.

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