quarta-feira, 13 de maio de 2015

GAETANI VIVE NA “CASA DO VOVÔ”

Dr. Luiz Gaetani

Welson Gasparini

A pessoa vive naquilo que fez pelo próximo; na família constituída; nas amizades consolidadas; na lembrança de quem beneficiou. Assim eu vejo a morte recente do médico Luiz Gaetani – que também foi vereador em Ribeirão Preto e secretário da Saúde na minha terceira administração como prefeito dessa cidade: ele continua vivo, entre outras das suas realizações, na Casa do Vovô, desde 26 de março de 1978 dando abrigo, alimentação e calor humano aos idosos desamparados.
Fazer o bem – não importa a quem – realmente faz a diferença e, conforme afirmava, com a sabedoria própria de quem pratica o que fala, Mahatma Gandhi: “quem não vive para servir, não serve para viver”. Gaetani foi, durante muitos anos, médico do Botafogo FC, colocando sua sabedoria de médico ortopedista a serviço dos atletas e funcionários daquele clube, daí o presidente Gerson Engracia Garcia ter decretado luto oficial de três dias. Também foi um líder espírita tendo sido um dos fundadores do Centro Espírita “Cinco de Setembro”, assim denominado por ser a data do falecimento de seu pai Emanuel Gaetani. Esse amor filial também foi manifestado ao inaugurar a “Casa do Vovô” num dia 26 de março, data de nascimento de Emanuel. Esse lado família de Luiz Gaetani igualmente sobreviverá ao seu desencarne terreno, pois continuará vivo na esposa, dona Vera Regina, nos filhos, netos e bisnetos.
A grande obra social dos Gaetani, sem qualquer dúvida, é a Casa do Vovô criada, com um grupo de amigos, para atender uma faixa esquecida da população. Tive oportunidade de visita-la em várias oportunidades e sempre me comovo com o modo como são tratados os seus moradores. Muitos beneméritos podem ser citados na história da construção desse Lar numa área adquirida pelo casal Vera Luiz Gaetani; alguns (como o engenheiro Norberto Dutra e o arquiteto Dorval Soave) contribuindo com o seu trabalho profissional; outros com doações (entre tais Walter Alves de Oliveira, Camilo Cury, Maria Pia Matarazzo, Quico Calil, Luiz Roberto Marin, José Roberto Marin e Moacir Castelli).
Uma história, felizmente, com final feliz, complementada com a criação da “Casa da Amizade”, onde idosos pagantes contribuem para a manutenção, na “Casa do Vovô” daqueles que não podem pagar. Tanto uns quanto outros, entretanto, recebendo o mesmo atendimento e tratamento humanitário.
O bem, acredito, imortaliza quem o pratica; é o caso, assim, do meu já saudoso amigo Luiz Gaetani que soube, em vida, semear boas sementes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário